Milhões validam a democracia de Cuba com o seu voto no referendo constitucional

Prensa Latina    26.Feb.19    Outros autores

No mesmo fim-de-semana em que os EUA e os seus aliados regionais procuravam uma escalada no golpe contra a Venezuela, os eleitores cubanos participavam em massa no referendo sobre a nova Constituição do país. Uma participação de mais de 80% dos inscritos dá expressão às profundas raízes populares da Revolução Cubana.

Milhões de cubanos votaram ontem para se pronunciarem sobre a nova Constituição da República, chamada às urnas que confirmou o seu apoio ao sistema democrático da ilha. Em ambiente de festa, num dia quente e sem chuva, os eleitores mobilizaram-se nas 15 províncias do país para responder à pergunta “Ratifica a nova Constituição da República?”.
Segundo a última nota emitida este domingo pela (CEN) Comissão Nacional de Eleições, até às 17:00, hora local, tinham exercido o seu direito de voto sete milhões 524 mil 318 cidadãos com mais de 16 anos, 81,53 por cento dos inscritos.
A CEN tem prevista para esta tarde uma conferência de imprensa para informar os resultados preliminares de um referendo qualificado de histórico, pela oportunidade de ratificar uma Carta Magna construído colectivamente, que encarna a irrevogabilidade do projecto socialista e amplia as garantias e os direitos dos cubanos.
Após o encerramento de mais de 24 mil secções de voto às 18:00, os membros das mesas procederam à abertura das urnas para a contagem dos votos, um processo que na ilha caribenha é público.
Nas secções de voto desta capital e do país, a Prensa Latina e outros meios de comunicação constataram uma forte maioria de votos reflectindo o apoio à nova Constituição, mas terá que se esperar até amanhã para saber os detalhes da contagem.
Depois de exercer seu direito de voto, o presidente Miguel Díaz-Canel assegurou que a lei das leis é um texto para o presente e o futuro da nação.
«Trata-se de um documento moderno e avançado, que nos permite desbloquear processos e avançar de uma forma mais determinada. Agora vem um amplo exercício legislativo, já o estamos a organizar e procuramos que no menor tempo possível possamos aprovar e implementar as leis que apoiem a Constituição», sublinhou.
A jornada eleitoral permitiu também que Cuba reiterasse seu apoio à Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro, num momento em que os Estados Unidos intensificam a sua cruzada pela mudança de regime e ameaçam com a intervenção militar.
O próprio Diaz-Canel condenou a ingerência nos assuntos internos do país sul-americano e a cumplicidade com Washington de alguns governantes latino-americanos.
Por seu lado, o primeiro vice-presidente, Salvador Valdés, exigiu o respeito pelo direito dos venezuelanos a resolver de forma soberana as suas situações e pediu apego ao Direito Internacional e à Carta das Nações Unidas, cujos propósitos e princípios apostam pela paz, a igualdade de todos os Estados, a solução pacífica de controvérsias e a não-utilização ou ameaça do uso da força.
Depois de aprovada na Assembleia Nacional do Poder Popular em Dezembro e após a ratificação de hoje em referendo - como tudo parece indicar – a nova Constituição de Cuba entrará em vigor, uma vez proclamada, a partir de sua publicação no Diário Oficial da República, o que foi estabelecido nas Disposições finais do texto supremo.

Fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=255848&SEO=millones-validan-democracia-de-cuba-con-su-voto-en-referendo-fotos-y-video

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