Nicolás Maduro: “Que sejamos respeitados enquanto soberanos e independentes” (I)

Ignacio Ramonet    09.Ene.19    Outros autores

No próximo dia 10 de Janeiro Nicolás Maduro tomará posse do mandato presidencial para que foi reeleito. É portanto muito oportuna a publicação desta entrevista, em que são abordados aspectos da situação política e económica da Venezuela e temas internacionais. Dada a extensão da entrevista, será publicada em dois dias seguidos..

Ignacio Ramonet - Boa tarde presidente. Obrigado por nos receber. Nesta entrevista vamos abordar essencialmente três tópicos: política, economia e assuntos internacionais.

Vamos começar com a política: talvez o principal acontecimento político de 2018 tenha sido a sua reeleição nas eleições de 20 de Maio, com mais de seis milhões de votos obtidos e diferença de mais de 40% do principal candidato da oposição Henri Falcon. Como explica - num contexto tão difícil para os cidadãos, criado pela guerra econômica e pelas sanções financeiras impostas por Washington - que os eleitores lhe tenham concedido um apoio tão massivo pela segunda vez?

Nicolás Maduro- Na verdade, o povo da Venezuela apoiou a Revolução Bolivariana, o chavismo, que é uma força política e social real, que existe nas ruas, nos bairros, nos campos, nas cidades e aldeias - e apoiou também, devo dizê-lo com humildade, a minha candidatura, o maior apoio - em termos percentuais - que qualquer candidato já obteve numa eleição presidencial na Venezuela.

Vínhamos observando – depois da vitória da paz com a eleição constituinte de Julho de 2017 - uma recuperação sustentada das nossas forças, um reforço da unidade revolucionária -recebemos o apoio de todos os partidos do Grande Pólo Patriótico e de inúmeros movimentos sociais - e um crescimento organizado do nosso Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que é o partido político com o maior número de filiados em toda a América Latina.

Esse bom resultado explica-se também, ouso dizer, pela maturidade e sabedoria demonstradas pelo nosso povo no meio da agressão mais brutal que sofremos desde a nossa guerra da independência. O nosso povo tem crescido, cresceu em consciência, em força organizada, em patriotismo, contra a guerra psicológica e a ilegal e ilegítima guerra económica perpetrada pelo império norte-americano juntamente com os seus governos satélite deste continente e na Europa, para tentar quebrar-nos. O resultado dessa hostilidade tem sido a obstinação demonstrada pelos cidadãos na sua determinação de permanecerem livres, independentes e soberanos.

E outro factor fundamental, determinante, Ramonet, é que a Revolução Bolivariana tem atendido, no meio de dificuldades e assédio económico e financeiro, às necessidades da sociedade venezuelana. Aqui não fechou uma única escola, nem uma universidade. Pelo contrário, o número de alunos na educação pública aumentou. Aqui continuamos a fornecer cuidados de saúde gratuitos para todo o povo. Protegemos com muita força e determinação o salário e o emprego de todos. E aproximadamente a cada três semanas nós levamos a alimentação básica, as já famosas “caixas CLAP”, para cerca de seis milhões de lares na Venezuela; entregamo-las directamente em suas casas.

Nas paredes de Caracas podem ser lidos graffiti e palavras pintadas nas paredes, que talvez resumam isto que lhe respondo: “Voto em quem aumentou o meu salário, não por quem encarece os produtos” Talvez isso explique por que a Revolução Bolivariana é hoje mais robusta, viva e amalgamada num único esforço construtivo do que nunca.

IR - Dentro de alguns dias, em 10 de Janeiro de 2019, inicia o seu novo mandato de seis anos. Alguns governos que não reconheceram os resultados das eleições presidenciais de 20 de Maio ameaçam ignorá-lo como presidente constitucional da Venezuela. O que responde?

NM - Bem, em primeiro lugar a Venezuela é um país que forjou, ao longo da história, a sua identidade, o seu caráter republicano, a sua independência. E isso, a Venezuela, é governada por uma Constituição que é a mais democrática que já existiu na nossa história. Aprovada pelo nosso povo há dezanove anos em referendo. E esta Constituição tem vindo a ser impecavelmente cumprida nestes dezanove anos.

Em 2018, tivemos dois processos eleitorais totalmente transparentes, regidos pelas instituições eleitorais do país. Devo lembrar que o Poder Eleitoral, na Venezuela, é um poder público, o quinto poder público. E esse poder usou toda a sua logística, os seus sistemas eletrónicos do mais alto nível de transparência. Reconhecido por personalidades internacionais de prestígio inquestionável como [ex-presidente americano] Jimmy Carter, que disse na altura que “o sistema eleitoral venezuelano é o mais transparente e genuíno jamais visto no mundo; o mais perfeito “.

As eleições presidenciais de 20 de Maio de 2018 foram realizadas sob o controlo de observadores nacionais e internacionais. E nosso povo tomou uma decisão. As decisões sobre a Venezuela não são tomadas por governos estrangeiros. Nós não somos um país intervencionado, tutelado por qualquer império. Nem pelo o império do Norte, nem pelos seus satélites na América Latina e no Caribe, nem pela a Europa. Na Venezuela, o povo governa e ordena soberanamente. E o povo tomou uma decisão muito clara e muito contundente: pela primeira vez, obtivemos 68% dos votos … Você apontou-o: mais de quatro milhões de votos de diferença em relação ao principal candidato da oposição.

Então, o povo decidiu. E nós vamos cumprir a decisão do povo. Não existe a possibilidade de qualquer governo dizer a mínima palavra, a partir do exterior, para conhecer, reconhecer ou desconhecer a legitimidade constitucional e democrática do governo a que vou presidir a partir de 10 de Janeiro de 2019 até 10 de Janeiro de 2025. Disponho do plano, do projeto, da experiência, da força. Conto com o povo, com a união cívico-militar. E acima de tudo com a legitimidade constitucional, que é o mais importante.

Permita-me repetir que as pressões e agressões do império norte-americano e dos seus governos satélites não significam nada diante da voz de nosso povo. A nossa democracia tem uma força real que tem sido expressa em 25 eleições nos últimos vinte anos … Isso quer dizer que, em vinte anos de Revolução Bolivariana, houve quase o triplo das eleições realizadas noo mesmo período, por exemplo, nos Estados Unidos …

Na campanha eleitoral de Abril e Maio de 2018, que durou vinte e um dias, visitei várias vezes os vinte e três estados da Venezuela. E para as pessoas que enchiam ruas e avenidas, perguntei-lhes: “Quem elege o presidente na Venezuela? Washington ou Caracas? Miami ou Maracaibo?” E a resposta enérgica de todo o povo, incluindo aquele que vota na oposição, é que temos o direito inalienável de eleger os nossos governantes. Nada nem ninguém vai mudar esse direito elementar e sagrado.

A quem esteja incomodado, dizemos que a Venezuela tem uma longa tradição de não-ingerência nos assuntos de outros estados. A Revolução Bolivariana tem sido solidaria com todos os países do nosso continente e do mundo, se assim o solicitaram face a catástrofes naturais ou outras. O mínimo que exigimos é reciprocidade. Que sejamos respeitados enquanto na medida em que somos soberanos e independentes.

IR - Embora o senhor não tenha deixado de apelar ao diálogo democrático, o grupo de oposição mais importante - reunido na chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD) - decidiu não participar das eleições de 20 de Maio. O resultado é que hoje o MUD se encontra fragmentado, dividido e, de facto, auto-dissolvido. Que opinião lhe merece esta oposição?

NM - Convoquei a oposição venezuelana a um diálogo político em mais de trezentas ocasiões … E isto sem mencionar o diálogo permanente que o meu governo mantém com os sectores privados e com a sociedade em geral. Este diálogo não procurou convencer ninguém a assumir os nossos modelos. Entendemos que temos formas muito diferentes de ver a vida, de que são propostas para enfrentar os desafios da nossa sociedade. O nosso compromisso sempre consistiu em fortalecer a convivência política pacífica das forças políticas da Venezuela.

Mas todos esses esforços de diálogo foram boicotados pela embaixada dos EUA na Venezuela. Alguma vez se virá a saber das visitas feitas pelo encarregado de negócios da embaixada dos EUA, casa por casa, a cada um dos pré-candidatos da oposição para os forçar a não participar nas eleições presidenciais de 20 de Maio. Conseguiu convencer quase todos, com duas exceções [Henry Falcón e Javier Bertucci] que participaram, e obtiveram a votação que obtiveram.

Não sabe quão feliz eu me sentiria se pudéssemos contar com uma oposição na Venezuela que se mantivesse apegada à política, que se afastasse de aventuras conspirativas e golpistas, que defendesse uma voz própria. E não a voz autoritária da embaixada gringa.

IR - No quadro da Revolução Bolivariana, qual é o espaço político disponível para a oposição? Por outras palavras: a Revolução aceitaria que a oposição vencesse uma eleição presidencial?

NM - A oposição na Venezuela conta com todas as garantias que a Constituição estabelece para o livre exercício da política. E digo-lhe mais, das vinte e cinco eleições que ocorreram na Venezuela em 20 anos nós ganhamos vinte e três, é certo, mas perdemos duas: a reforma constitucional de 2007 e as legislativas de 2015. Quando perdemos, reconhecemos imediatamente a nossa derrota, minutos depois de o Conselho Eleitoral ter emitido o seu boletim informativo. Chávez em 2007 e eu em 2015 reconhecemos o resultado e apelámos ao povo que o respeitasse em paz.

Apresentei a minha mensagem à nação, em Janeiro de 2016, ante a Assembleia Nacional com maioria da oposição, presidida pelo líder da oposição, Henry Ramos Allup. E qual foi a resposta da direita envaidecida com a sua vitória eleitoral? Dizer que iria retirar-me do poder em seis meses, violando a Constituição e o mandato eleitoral atribuído pelo povo.

As consequências das suas ações estão já à vista: agora temos uma oposição fragmentada, dividida, com os seus líderes odiando-se entre si, e muito diminuído na sua força política. Quero dizer com isso que nós sempre reconhecemos todos os resultados das eleições, quando ganhamos e quando perdemos. A oposição exerceu o poder regional e local nas eleições para governador e prefeito nas quais foi favorecida. Aliás, com o mesmo sistema eleitoral automatizado que a Venezuela tem desde 2004.

O problema é que eles reconhecem apenas as decisões eleitorais quando ganham … Não reconheceu os resultados do Referendo Revogatório de 2004, que Chávez lhes ganhou com 20 pontos de diferença. Nem os da eleição presidencial de 2006, quando Chávez lhes ganhou com 23 pontos de diferença. Nem a minha vitória de 2014, nem a de Maio de 2018.

IR - Várias vezes qualificou algumas forças de oposição como “golpistas”; e em 4 de Agosto foi vítima de uma espectacular tentativa de assassínio com drones carregados de explosivos. O que pode dizer-nos sobre esse ataque?

NM - Efectivamente, em 4 de Agosto de 2018 vivemos o que nunca pensei que pudesse acontecer: um atentado terrorista utilizando a mais alta tecnologia para me assassinar. E mais do que me assassinar como um ser humano, tratava-se de acabar com a Presidência da República e acabar com os poderes do Estado. Foi um ataque verdadeiramente terrível. Graças aos mecanismos de segurança tecnológica de que dispomos, conseguimos neutralizar em parte esse ataque.

Eles usaram drones. Um drone voou sobre o estrado em que me encontrava, e veio colocar-se em frente de mim quando estava a proferir o discurso principal. Então aproximou-se, mas foi neutralizado pela nossa tecnologia. Se tivesse explodido onde os criminosos queriam, isso teria causado muito sangue, dor e morte.

E havia um segundo drone que, felizmente, se desorientou por causa da nossa própria tecnologia de proteçcão. E explodiu … Era o drone mais poderoso porque transportava uma carga de C-4, um explosivo plástico de uso militar. Esse drone explodiu contra um prédio de apartamentos muito perto do estrado principal. Gerou um buraco gigantesco na parede exterior do edifício, e até ateou fogo a um apartamento. A missão do drone era rematar, desde cima, o trabalho do primeiro robô depois de este ter destruído frontalmente o palco principal.

Tivemos a capacidade – juntamente com o povo venezuelano, as forças de segurança e inteligência, juntamente com a polícia – de capturar imediatamente os perpetradores. E depois fomos capturando os outros autores materiais e aqueles que os dirigiram. E conseguimos estabelecer a identidade dos patrocinadores do ataque.

O atentado foi encomendado a partir de Bogotá, pelo presidente Juan Manuel Santos, cujo mandato terminava curiosamente três dias depois do ataque terrorista em 7 de Agosto … Com a participação directa do ex-deputado Julio Borges, dirigente da oposição venezuelana. Todo o atentado foi preparado a partir da Colômbia. Todos os operadores directos dos drones foram treinados na Colômbia. Os drones e seus explosivos foram preparados na Colômbia. Sob a direção do governo do então presidente Juan Manuel Santos.

A Casa Branca, em Washington, teve conhecimento disso. Não tenho nenhuma dúvida. Por detrás desse ataque havia um “sim”, um “ok” da Casa Branca. Sabemos que John Bolton, o actual assessor de segurança nacional do presidente Donald Trump, está a dirigir planos para me assassinar. Denunciei-o. Bolton estava ciente desse ataque. E deu o seu “ok” para que fosse realizado. Washington e Bogotá mantêm uma política permanente de terrorismo contra nós.

Por isso acusam-me de “ditador” … Quando acusam um dirigente progressista de “ditador” e fazem uma tão bestial campanha mundial … E toda a direita e extrema direita do mundo retoma a acusação de “ditador” contra Maduro, um dirigente sindical, um homem do povo, forjado nas lutas dos bairros de Caracas, nas lutas do movimento estudantil, nas luta pela Assembleia Constituinte, nos debates parlamentares, forjada na frente diplomática … Quando alguém como eu é acusado de “ditador” , e acusam a Venezuela de “ditadura”, é para poder justificar seja o que for contra o nosso país. Há uma conspiração permanente da oligarquia colombiana e do império norte-americano contra a Revolução Bolivariana.

Eu digo que, desse atentado, salvou-me Deus. Estabeleceu um manto protector ao meu redor. Salvou-me também a Virgen de la Chinita, muito milagrosa, padroeira da Guarda Nacional Bolivariana. Enfim, aqui estamos nós, muito comprometidos, dispostos a continuar. Obviamente, com medidas de segurança especiais para que os fins criminosos dessas pessoas nunca se concretizem.

IR - Em várias ocasiões, o presidente Chávez e o senhor falaram da a necessidade de contar com uma oposição democrática que abandone a linha golpista e a sua subordinação a qualquer potência estrangeira. Considera que, em 2018, terá havido algum progresso nessa direcção?

NM - Na Venezuela, a oposição, o bloco de oposição, o MUD, tem lamentavelmente vindo a desmoronar-se, a desintegrar-se. E estou convencido de que a principal causa desse colapso é sua dependência das políticas de Washington e Bogotá. Não é uma oposição nacional, não tem uma política baseada em interesses nacionais, num pensamento ou doutrina nacional. É uma oposição financiada, mantida e dirigida directamente - como se fossem drones teleguiados – a partir de Washington e Bogotá. E isso desintegrou a todos eles porque não pensam pela sua própria cabeça. Não têm capacidade para tomar decisões.

Basta olhar para o triste espetáculo que deram no último processo do Diálogo Nacional, quando se colocou o registo de candidatos para as eleições presidenciais de 20 de Maio de 2018. Apenas atenderam ao apelo as forças internacionais de direita e do imperialismo norte-americano. Isso foi lamentável. Porque a Venezuela precisa de uma oposição política. Eu apelei ao diálogo centenas de vezes. E permaneço firme: todo aquele sector da oposição que quer dialogar vai encontrar-me de braços abertos, com a mente aberta, pronto para dialogar sobre o futuro do país.

Acredito profundamente que, mais cedo do que tarde, na Venezuela, será instalado um diálogo político diversificado, com todas as forças ideológicas dessa oposição. Tenho essa fé. E vou trabalhar para atingir esse objetivo. Para que na Venezuela, em 2019, haja um diálogo político frutífero que permita reconstruir uma oposição autêntica de que o nosso país precisa para ter paz, para ter tranquilidade. E para ter uma democracia diversa, que é a de que precisamos.

IR - Vários líderes da oposição lançaram uma campanha internacional de difamação contra o seu governo, acusando-o da existência de “prisioneiros políticos”. Como avalia essas graves críticas?

NM - Repare, há aqui pessoas que, por serem acusadas de cometer um crime, por exemplo de estarem envolvidas em golpes ou tentativas de golpes militares, e inclusivamente de tentativas de assassínio como a de 4 de Agosto de que acabamos de falar, devem responder à justiça. Sejam políticos ou não. Não há que confundir um político preso com um preso político. Isso é verdade na Venezuela e em qualquer país do mundo
.
Imagine por um momento que um actor-político – um deputado, um prefeito, um vereador, um ex ministro - tente assassinar o Presidente da França, ou dar um golpe de Estado ao presidente da Espanha. Qual seria a resposta legal que receberiam por parte dos tribunais desses Estados? Pois bem, na Venezuela existe um Estado de Direito que deve ser respeitado por todos.

Digo mais, como resultado do diálogo com a oposição em 2017, uma Comissão da Verdade nomeada pela Assembleia Nacional Constituinte atribuiu generosas medidas alternativas e benefícios para quase todos os réus tinham agido contra a Constituição e as leis, desde o golpe Estado de 2002 até às acções violentas - as “guarimbas” - de 2014 e 2017, com exceção daqueles que tivessem cometido crimes graves, como homicídio ou tráfico de drogas.

IR - Na Venezuela existem actualmente duas Assembleias legislativas. Por um lado, a Assembleia Nacional surgida das eleições de 2016 e dominada pela oposição, mas que o Supremo Tribunal declarou “em desacato”. E por outro lado, a Assembleia Nacional Constituinte surgida das eleições de 30 de Julho de 2017 e dominada pelo oficialismo mas que várias potências internacionais não reconhecem. Como pensa que esta situação possa ser resolvida?

NM - Na verdade, são duas figuras de representação popular claramente estabelecidas na Constituição e com funções específicas também contidas na carta constitucional.

Por um lado, o poder legislativo, que desrespeitou flagrantemente uma decisão do tribunal máximo da República, obrigando o tribunal a uma acção de salvaguarda constitucional que é superada no momento em a Assembleia Nacional cumpra a lei e acate a decisão da câmara constitucional.

Por outro lado, com base na iniciativa que a Constituição me atribui no seu artigo 348, convoquei a eleição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) pelo voto do povo, num contexto em que a direita tinha mergulhado sectores do país numa grave violência homicida, com mais de 130 mortos, pessoas queimadas vivas devido à cor da pele, crianças que foram induzidas a agir com violência sob a influência de drogas … Em suma, uma situação muito lamentável e dolorosa. Pois bem, a eleição da ANC foi sábia e balsâmica. Trouxe paz ao país.

Em circunstâncias idênticas, voltaria a fazê-lo. Garanto-lhe. E agora a ANC está cumprindo com a função constitucional estabelecida de transformar o Estado, criando um novo ordenamento jurídico e elaborando uma nova Constituição.

Fonte: http://www.cubadebate.cu/especiales/2019/01/05/nicolas-maduro-que-se-nos-respete-en-tanto-y-cuanto-somos-soberanos-e-independientes/#.XDCplJx4RhE

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