O orçamento suplementar para 2020 nem promove o crescimento económico e o emprego nem reforça o Serviço Nacional de Saúde

Eugénio Rosa    22.Jun.20    Outros autores

Diz o governo que este Orçamento suplementar é um orçamento de fortalecimento do SNS e de recuperação da economia, e que não é um orçamento de austeridade. A realidade desmente essa afirmação. A redução de receitas é à conta da quebra do IRC. Para os trabalhadores a austeridade fiscal continua apesar de uma quebra brutal nos rendimentos do trabalho. O acréscimo no investimento público é insignificante, e uma parcela dele será cativado (João Leão é especialista nisso). A despesa prevista para um SNS extremamente enfraquecido não permite a recuperação do enorme número de cirurgias, consultas, exames que se deixaram de se fazer porque os meios (profissionais e equipamentos) que dispunha o SNS já eram insuficientes, tendo sido mobilizados para enfrentar a crise de saúde pública causada pelo COVID 19, e parte deles ainda se encontram mobilizados para esse fim.

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