Nota dos Editores

O Relatório do FMI

Os Editores    10.Ene.13    Editores

O relatório encomendado pelo governo ao FMI levantou uma imediata onda de indignação a nível nacional. As medidas preconizadas pela organização para atender ao pedido de Passos e do seu superministro Gaspar são delirantes. Se aplicadas, agravariam extraordinariamente a crise, atirando milhões de portugueses para a pobreza e a miséria.

O documento - foi divulgado apenas o original redigido em inglês - lembra, pelo estilo e conteúdo, decretos imperiais concebidos para oprimir povos colonizados.

Sugerem os técnicos do FMI o despedimento de 120 000 trabalhadores da Função Publica, novos cortes drásticos nos salários e nas pensões de reforma, mais impostos, aumentos do horário de trabalho, das taxas moderadoras, da idade da reforma, etc. A Saúde e a Educação seriam particularmente atingidas por um vendaval destruidor, tal como a Segurança Social.

O sentimento de revolta popular foi tão amplo que no âmbito da própria coligação que desgoverna o Pais se levantaram vozes, incluindo a de um ministro, demarcando-se, embora timidamente, das propostas do FMI. Mas logo o secretário de estado adjunto do Primeiro – Ministro veio a terreiro bradar que o relatório «está muito bem feito» e que todos os ministros intervieram pessoalmente na sua elaboração. Conclusão: o projeto conta com o aval do Governo.

Merece, alias, reflexão o facto de as sugestões do relatório serem incompatíveis com recentes declarações da presidente do FMI e do economista-chefe da organização, Olivier Blanchard.
Manterá o Presidente da Republica, sempre envolvido em cumplicidades com o governo, silencio perante esta nova agressão ao povo?

Quem certamente, nas ruas e nos locais de trabalho, lhe saberá com firmeza dar a resposta que exige serão os trabalhadores

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO

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