Prepara-se nova escalada na agressão militar imperialista

Nota dos Editores    09.Ene.10    Colaboradores

Oito meses decorridos sobre a tomada de posse no primeiro mandato de George W. Bush, os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 ofereceram ao imperialismo o pretexto para uma colossal escalada na agressão e ocupação militar em vastas áreas do mundo, em particular no Médio Oriente, e para o desencadeamento de uma vaga securitária que, a pretexto do “combate ao terrorismo”, vem atentando contra direitos e liberdades fundamentais em praticamente todo o mundo.

Onze meses decorridos sobre a tomada de posse de Barack Obama sucedem-se acontecimentos que repetem em quase todos os detalhes, de forma quase caricatural, o processo então verificado.

Desta vez não se efectivou um atentado. Nas actuais condições, uma tentativa aparentemente falhada (o “atentado” num voo que se dirigia a Detroit) é pretexto suficiente para que a máquina de desinformação maciça e global seja posta em andamento, preparando nova campanha de agressão.

O alvo escolhido é desta vez o Iémen. Não chega aos EUA, pelo visto, a sua larga presença militar nesse país - incluindo a base de Aden, estratégica para o controlo do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho. Trata-se de reduzir mais um país à condição de terra ocupada e sob governo imperial.

Todos os dados da encenação habitual estão em marcha: a “presença da Al-Quaeda”, a “origem iemenita da família Bin-Laden”, a “instabilidade interna”, o “terrorismo jihadista”. Os EUA e a Grã-Bretanha encerram as suas embaixadas em 3 de Janeiro. A França faz o mesmo, mas a petrolífera francesa Total continua tranquilamente a sua exploração dos recursos iemenitas. Gordon Brown propõe uma “reunião internacional” sobre o Iémen, logo apoiado por Ban-Ki-Moon. Papagaios menores, como o subserviente MNE de Sócrates, fazem coro.

Não podem restar dúvidas acerca do que está em marcha, de tal forma se repetem etapas de um processo já bem conhecido.

Mas uma coisa é fundamentalmente diferente em relação a 2001: é que nestes oito anos o sistema capitalista se foi afundando na sua mais profunda crise desde há quase um século. E neste quadro, os indícios de nova escalada de agressões militares e da chamada “luta antiterrorista” ganham o contorno de nova e potencialmente ainda mais perigosa ameaça.

Ontem com Bush, hoje com Obama, esteja quem estiver ao comando da principal potência imperialista, o imperialismo permanece o principal inimigo dos povos de todo o mundo.

Os Editores de odiario.info

Gostaste do que leste?

Divulga o endereço deste texto e o de odiario.info entre os teus amigos e conhecidos