Quem governa os EUA?
A elite do poder no tempo de Trump

James Petras*    19.Sep.17    Colaboradores

«Os estadounidenses têm muito que aprender e desaprender. A nossa vantagem estratégica pode residir no facto de a vida política nos Estados Unidos não poder piorar – realmente batemos no fundo e, salvo uma guerra nuclear, só podemos olhar para cima».

Introdução

Nos últimos meses, vários sectores políticos, económicos e militares concorrentes – ligados a diferentes grupos ideológicos e étnicos – surgiram claramente nos centros do poder.

Podemos identificar algumas chaves da concorrência e direções entrelaçadas da elite do poder:
1. Neoliberais [free marketers], com a omnipresença do grupo «Israel First».
2. Capitalistas nacionais ligados a ideólogos da direita.
3. Generais ligados à segurança nacional e ao aparelho do Pentágono, bem como à indústria da defesa.
4. Elites empresariais ligadas ao capital global.

Este ensaio tenta definir os poderosos, avaliar o seu posicionamento no poder e capacidade de influência.

A elite do poder económico: o grupo «Israel-First» e os CEOs de Wall Street

O grupo «Israel-First» domina as principais posições económicas e políticas do regime de Trump e, curiosamente, estão entre os opositores mais vociferantes da Administração. Entre outros estão: a presidente da Reserva Federal , Janet Yellen, bem como o seu vice-presidente, Stanley Fisher, cidadão israelense e ex-governador (sic) do banco de Israel.

Jared Kusher, genro de Trump e judeu ortodoxo, atua como seu principal assessor em assuntos do Médio oriente. Kushner, um magnata imobiliário de Nova Jersey, assumiu-se como arqui-inimigo dos nacionalistas económicos no círculo interno de Trump. Apoia todo o poder israelense, a ocupação de terras no Médio Oriente e trabalha em estreita colaboração com David Friedman, Embaixador dos EUA em Israel (também fanático partidário sos assentamentos ilegais judeus) e Jason Greenblatt, representante especial para as negociações internacionais. São três membros de «Israel-First» a determinar a política do Médio Oriente sem qualquer contrapeso.

O secretário do Tesouro é Steve Mnuchin, ex-executivo do Goldman Sach, que lidera a ala do mercado livre neoliberal do sector de Wall Street dentro do regime de Trump. Gary Cohn, um influente de Wall Street desde há muito tempo, encabeça o Conselho Económico Nacional. Estes constituem o grupo dos principais assessores de negócios e lideram a coligação neo-liberal, antinacionalista, empenhada em socavar as políticas económicas nacionalistas de Trump.

Uma voz influente no gabinete do Procurador-geral é Rod Rosenstein, que nomeou Robert Mueller como o investigador-chefe que levou à eliminação dos nacionalistas da Administração Trump.

A fada-madrinha da equipa antinacionalista Mnuchin-Cohn é Lloyd Blankfein, presidente do Goldman Sach. Os três «Israel-First-banqueiros» estão a encabeçar a luta para desregular o sector bancário que devastou a economia, conduziu ao colapso de 2008 e levou a julgamento hipotecário milhões de proprietários e empresas estadounidenses.

A elite do mercado livre «Israel-First» estende-se por todo o espetro político, incluindo os democratas do Congresso, liderados pelo líder da minoria do Senado, Charles Schumer e o chefe democrata do Comité de Inteligência da Câmara, Adam Schiff. O grupo do Partido Democrata em «Israel-First» aliou-se com os seus irmãos neoliberais na procura de investigações e campanhas massivas nos meios de comunicação contra os nacionalistas económicos de Trump, e pela sua eventual purga da Administração.

A elite do poder militar: os Generais

A elite do poder militar ganhou relevo com a eleição do presidente na tomada de decisões importantes. Onde os poderes da guerra descansavam no Presidente e no Congresso, hoje uma seleção de fanáticos militaristas faz e executa
A política militar, decide as zonas de guerra e pressiona para uma maior militarização da polícia doméstica. Trump delegou importantes decisões no que ele chama carinhosamente «os meus Generais», ao mesmo tempo que continua a iludir as acusações de corrupção e racismo.

Trump nomeou um General de 4 Estrela, James «Perro Loco» Mattis – que liderou a guerra no Afeganistão e Iraque – como secretário de Defesa. Mattis (cujas «glórias» militares incluíam o bombardeamento de uma grande festa de casamento no Iraque) está a liderar a campanha de intensificação da intervenção militar estadounidense no Afeganistão – uma guerra de ocupação que Trump tinha condenado durante a sua campanha. Como secretário de Defesa, o General «Perro Loco» empurrou o menos entusiasmado Trump para o anúncio de um aumento de tropas terrestres e os ataques aéreos estadounidenses por todo o Afeganistão. Fiel ao seu muito divulgado nome-de-guerra, o General é um fervoroso defensor de um ataque nuclear contra a Coreia do Norte.

O Tenente General H.R. McMaster (um General de 3 Estrelas e defensor do prolongamento das guerras do Médio Oriente e Afeganistão) converteu-se em Assessor de Segurança Nacional depois da purga do aliado de Trump, o Tenente General Michael Flynn, que se opôs à campanha de confronto e sanções contra a Rússia e a China. McMaster foi o instrumento na eliminação dos «nacionalistas» da administração Trump e une-se ao General «Perro Loco» Mattis para pressionar uma maior acumulação de tropas estadounidenses no Afeganistão.

O Tenente-General John Kelly (Marine retirado), outro veterano da guerra do Iraque e entusiasta da mudança de regime no Médio Oriente, foi nomeado Chefe de Gabinete da Casa Branca depois da expulsão de Reince Priebus.

A Troika de três Generais da administração partilha com os assessores neoliberais de «Israel-First» de Trump, Stephen Mieller e Jared Kushner, uma profunda hostilidade ao Irão e apoia totalmente o Primeiro-ministro israelense Natanyahu de que o Acordo Nuclear de 2015 com Teerão será descartado.

A direção militar de Trump garante que o gasto em guerras no estrangeiro não será afetado por cortes orçamentais, recessões ou inclusive desastres nacionais.

Os «Generais», os neoliberais de First-Israel e a elite do Partido Democrata dirigem a luta contra os nacionalistas económicos e conseguiram assegurar que o império militar e económico da Era Obama se manterá no seu lugar e, inclusive, expandir-se-á.

A elite económica-nacionalista

O principal estratego e ideólogo dos aliados nacionalistas-económicos de Trump na Casa Branca foi Steve Bannon. Já tinha sido o arquiteto político principal e o assessor de Trump durante a campanha eleitoral. Bannon idealizou uma campanha eleitoral que favorecia os fabricantes nacionais e e os trabalhadores estadounidenses contra Wall Street e as corporações multinacionais neoliberais. Desenvolveu o ataque de Trump contra os tratados comerciais mundiais, que tinham levado à exportação de capitais e à devastação da mão-de-obra manufatureira estadounidense.

Igualmente significativo, foi Bannon ter elaborado a temporã oposição pública de Trump à intervenção de 15 anos e aos biliões de dólares que os Estados Unidos gastaram no Afeganistão e às dispendiosas guerras no Médio Oriente favorecendo Israel-First e os seus membros, incluindo a guerra de mercenários para derrotar o secular governo nacionalista da Síria.

Oito meses passados de administração Trump, as forças combinadas da elite económica e militar do mercado livre, os líderes do Partido Democrata, os assumidos militaristas do Partido Republicano e os seus aliados nos meios de comunicação massivos conseguiram expulsar Bannon – marginalizando a sua massiva base social de apoio económica, nacionalista e antirregime da sua agenda «América First».

A «aliança» anti-Trump fará agora pontaria aos poucos nacionalistas que permanecem na sua administração. Estes incluem: o diretor da CIA, Mike Pompeo, que favorece o protecionismo, debilitando os acordos comerciais da Ásia e do TLCAN, e Peter Navarro, presidente do Conselho de Comércio da Casa Branca. Pompeo e Navarro enfrentam uma forte oposição da ascendente troika neoliberal sionista, que agora domina o regime de Trump.

Além destes está, também o secretário do Comércio, Wilbur Ross, milionário e ex-diretor do Rothschild Inc., que se aliou com Bannon nas ameaças de imposição de quotas de importação para fazer frente ao enorme deficit comercial dos Estados Unidos com a China e a União Europeia.

Outro aliado de bannon é o representante comercial estadounidense, Robert Lighthizer, ex-analista militar e de inteligência com ligações ao portal informativo Breitbart. É um forte opositor dos globalizadores neoliberais, dentro e fora do regime de Trump.

«Assessor Sénior» e escritor de discursos de Trump, Stephen Miller promove ativamente a proibição de viajar aos muçulmanos, bem como restrições mais severas à imigração. Miller, representa a ala Bannon dentro da ciumenta corte pró-israelense de Trump.

Sebastian Gorka, ajudante adjunto de Trump para assuntos militares e de inteligência, era mais um ideólogo que um analista, que escreveu para Breibart e dirigiu o escritório nas costas de Bannon. Precisamente depois de retirar Bannon, os «Geberais» sanearam Gorka em princípios de agosto com acusações de «antissemitismo».

Quem permaneça entre os nacionalistas económicos de Trump ficará, significativamente, sem influência devido à perda de Steve Bannon, que tinha proporcionado liderança e direção. No entanto, a maioria tem antecedentes sociais e económicos que também os vinculam à elite do poder militar em alguns assuntos e aos neoliberais pró-israelenses noutros. Apesar disso, as suas crenças básicas tinham sido moldadas e definidas por Bannon.

A elite do poder empresarial

O CEO da EXon Mobile, Rex Tillerson, secretário de Estado de Trump e o ex-governador do Texas, Rick Perry, secretário da Energia, lideram a elite empresarial. Entretanto, a elite empresarial associada com a manufatura e a indústria estadounidenses têm pouca influência direta na política interna ou externa. Por enquanto, seguem os neoliberais de Wall Street na política interna, estão subordinados à elite militar na política externa e não estão aliados com o núcleo ideológico de Steve Bannon.

A elite empresarial de Trump, que não tem qualquer ligação com os nacionalistas económicos no regime de Trump, mostra uma cara mais amigável aos aliados e adversários económicos de além-mar.

Análises e conclusão

A elite do poder é transversal às filiações partidárias, aos sectores governamentais e às estratégias económicas. Não se limita ao Partido Republicano ou ao Democrata. Inclui neoliberais, alguns nacionalistas económicos, agentes do poder em Wall Street e militaristas. Todos concorrem e lutam pelo poder, a riqueza e o domínio dentro desta Administração. A correlação de forças é volátil, mudando rapidamente em períodos curtos de tempo – o que reflete a falta de coesão e coerência no regime de Trump. Nunca a elite do poder estadounidense esteve submetida a tão monumentais alterações na sua composição e direção durante o primeiro ano de um novo regime.

Durante a presidência de Obama, Wall Street e o Pentágono partilhavam comodamente o poder com os multimilionários de Silicon Valley e a elite dos meios de comunicação. Unia-os a procura de uma estratégia imperialista «global», acentuando múltiplos teatros de guerra e tratados multilaterais de livre comércio, num processo de redução de milhões de operários estadounidenses à escravatura permanente.

Com a entrada do presidente Trump, esta elite do poder enfrentou desafios e a emergência de uma nova configuração estratégica, que procurou alterações drásticas na política económica e militar dos Estados Unidos.

O arquiteto da campanha e estratégia de Trump, Steve Bannon, procurou deslocar a elite económica e militar global com a sua aliança com os nacionalistas económicos, operários manufatureiros e elites de negócios protecionistas. Bannon pressionou uma rutura importante com a politica de Obama de múltiplas guerras permanentes para expandir o mercado interno. Propôs a retirada de tropas e o fim das operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão, Síria e Iraque, ao mesmo tempo que aumentou uma combinação de pressão económica, política e militar sobre a China. Tratou de pôr fim às sanções e confrontos com Moscovo e criar vínculos económicos entre os gigantes produtores de energia nos Estados Unidos e na Rússia.

Enquanto Bannon era inicialmente o principal estratega da Casa Branca, rapidamente se encontrou, frente-a-frente com poderosos rivais dentro do regime, ardorosos opositores globalistas Democratas e Republicanos e especialmente neoliberais sionistas que sistematicamente manobram para ganhar posições económicas, políticas e estratégicas dentro do regime. Em vez de ser uma plataforma coerente a partir da qual formular uma nova estratégia económica radical, a Administração Trump converteu-se num «campo de luta» caótico e vicioso. A estratégia económica de Bannon apenas emergiu da terra.

Os meios massivos de comunicação e os agentes do aparelho estatal ligados à estratégia de guerra permanente de Obama, primeiro atacaram a proposta de reconciliação económica de Trump com a Rússia. Para evadir qualquer «desqualificação», fabricaram a conspiração russa de espias e a manipulação das eleições. Os seus primeiros tiros vitoriosos foram disparados contra o Tenente-general Michael Flynn, aliado de Bannon e principal defensor da reversão da política da política Obama/Clinton de confronto militar coma Rússia. Flynn foi rapidamente destruído e abertamente ameaçado com um processo como «agente russo» na promovida histeria que se assemelhou ao apogeu do Macartismo.

Os lugares económicos chave no regime de Trump foram divididos entre os neoliberais Israel-First e os nacionalistas económicos. O presidente Trump, «O negociador», tentou associar os sionistas neoliberais associados a Wall Street, com a classe operária ligada à base eleitoral de Trump e formular novas relações com a União Europeia e a China, o que favoreceria a manufatura estadounidense. Dadas as diferenças inconciliáveis entre estas forças, o ingénuo «pacto de classes» de Trump enfraqueceu Bannon, minou a sua liderança e destruiu a sua estratégia económica nacionalista.

Enquanto Bannon conseguia várias nomeações económicas importantes os neoliberais sionistas minavam a sua autoridade. A coorte Fisher-Mnuchin-Cohn estabeleceu com sucesso uma agenda competitiva.

Toda a elite do Congresso de ambos os partidos se uniu para paralisar a agenda Trump-Bannon. As gigantescas corporações dos meios de comunicação massivos serviram na perfeição como um histérico megafone carregado de rumores, para os zelosos investigadores do Congresso e do FBI exaltarem cada matiz das relações do governo norte-americano de Trump com a Rússia, à procura de uma conspiração. O conjunto Estado-Congresso e o aparelho dos meios de comunicação esmagaram a massiva, desorganizada e desprevenida base eleitoral de Bannon, que tinha eleito Trump.

Completamente derrotado, o desarmado Presidente Trump retirou-se à procura desesperada de uma nova configuração de poder, delegando as suas operações diárias aos «seus Generais». O presidente civil dos Estados Unidos eleito abraçou com os seus Generais a procura de uma nova aliança militar-globalista e a escalada de ameaças militares contra a Coreia do Norte, que inclui a Rússia e a China. O Afeganistão foi imediatamente alvo de uma nova e ampliada intervenção.

Trump substituiu eficazmente a estratégia económica nacionalista de Bannon por uma reanimada abordagem militar de múltiplas guerras de Obama.

O regime de Trump voltou a lançar os ataques dos Estados Unidos contra o Afeganistão e a Síria – superando Obama no recurso a ataques com drones contra presumíveis militantes muçulmanos. Intensificou as sanções contra a Rússia e o Irão, abraçou a guerra da Arábia Saudita contra o povo do Iémen e pôs toda a política do Médio Oriente nas mãos do seu assessor político e ultra sionista, Jared Kushner (seu genro e magnata imobiliário), e no embaixador dos EUA em Israel, David Friedman

O retiro de Trump converteu-se numa derrota grotesca. Os Generais abraçaram os sionistas neoliberais do Tesouro e os militaristas globais do Congresso. O diretor de Comunicação Anthony Scaramucci foi despedido. O Chefe de Estado-Maior de Trump, Joe Kelly, imobilizou Steve Bannon. Steve Gorka foi expulso.

Os oito meses de luta interna entre os nacionalistas económicos e os neoliberais chegaram ao fim: a aliança sionista-globalista com os Generais de Trump dominam agora a elite do poder.

Trump desespera na sua adaptação à nova configuração, aliada dos seus adversários no Congresso e dos meios de comunicação de massas raivosamente anti-Trump.

Quase tendo dizimado os nacionalistas económicos de Trump e o seu programa, a elite do poder montou, então, uma série de acontecimentos amplificados pelos meios de comunicação que se centravam num golpe local em Charlottesville, Virgínia, entre supremacistas brancos e antifascistas. Depois do confronto conduzir a uma morte e ao ferimento de muitas pessoas, os meios de comunicação utilizaram a inépcia de Trump ao culpar ambos os lados como a prova das ligações do presidente com os neonazis e o KKK. Os neoliberais, os sionistas dentro da Administração Trump e os seus conselhos empresariais uniram-se nos ataques ao presidente, denunciando a sua incapacidade de culpar de imediato e unilateralmente os extremistas de direita pela violência.

Numa tentativa desesperada de manter um apoio ainda que minguado, Trump está a recorrer a sectores de negociantes e da elite do Congresso com promessas de decretar cortes massivos de impostos e desregulação do sector privado. A questão decisiva já não se refere a esta ou àquela política, nem sequer a uma estratégia. Trump já perdeu em todos os tabuleiros. A «solução final» para o problema da eleição de Donald Trump está a avançar passo a passo – a sua destituição (impeachment) e possível detenção por todos ee cada um dos meios.

O que o auge da destruição do nacionalismo económico na «pessoa» de Donald Trump nos diz é que o sistema político estadounidense não pode tolerar nenhuma reforma que possa ameaçar a elite imperialista globalista.

Os escritores e ativistas costumam pensar que só os regimes socialistas eleitos democraticamente seriam alvo do golpe-de-estado sistemático. Hoje em dia, as fronteiras políticas são muito mais restritivas. Dentro do sistema capitalista, apelar ao «nacionalismo económico» e procurar acordos comerciais recíprocos é um convite aos ataques políticos selvagens, à invenção de conspirações e a assaltos militares internos que terminam em «mudança de regime».

A purga da elite militarista mundial de nacionalistas e antimilitaristas económicos foi apoiada pela esquerda dos Estados Unidos com algumas notáveis exceções. Pela primeira vez na história, a esquerda converteu-se numa arma organizativa pró-guerra, pró-Wall Street, pró-direita sionista na campanha para derrotar o presidente Trump. Movimentos e líderes locais, funcionários sindicais, políticos de direitos civis e de imigração, liberais e social-democratas uniram-se na luta por restaurar o pior de todos mundos: a política Clinton-Bush-Obama-Clinton de múltiplas guerras permanentes, incrementando os confrontos com a Rússia, a China, o Irão e a Venezuela e a desregulação a economia estadounidense, por parte e cortes fiscais massivos para os grandes negócios.

Demos muitos passos atrás: desde as eleições até às purgas e dos acordos de paz até às investigações policiais. Os nacionalistas económicos de hoje são etiquetados de «fascistas»; e os trabalhadores deslocados são «os deploráveis»!

Os estadounidenses têm muito que aprender e desaprender. A nossa vantagem estratégica pode residir no facto de a vida política nos Estados Unidos não poder piorar – realmente batemos no fundo e (salvo uma guerra nuclear) só podemos olhar para cima.

* James Petras, Professor da Universidade de Nova Iorque, é amigo e colaborador de odiario.info

Este texto foi publicado em:
http://petras.lahaine.org/b2-img/PetrasWhoRulesAmerica.pdf

Tradução de José Paulo Gascão

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