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Dez anos depois do começo da grande recessão

Michael Roberts*    12.Sep.17

Dez anos depois do rebentar da crise que originou a Grande Depressão em que ainda estamos mergulhados, acumulam-se indícios de a tímida recuperação que se verifica, dará lugar, mais cedo que tarde, a um novo período depressivo.

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Altice - Tudo bons rapazes

O Tornado*    11.Sep.17

Com 16 anos de vida, o conglomerado de empresas e dívidas que dá pelo nome de Altice, entrou em Portugal apadrinhada pelo ex-ministro Pires de Lima (os bons espíritos sempre se encontram…) em 2012, com um daqueles negócios apenas ao alcance dos prestidigitadores de dinheiro.
Os 5 anos da Altice em Portugal são uma pequena antecipação da barbárie a que estas e outras personificações do capital nos pretendem conduzir.

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Ventos de guerra e luta pela paz

Jorge Cadima    08.Sep.17

«A guerra sempre foi intrínseca ao imperialismo. Hoje, como noutras fases de crise aguda, o ‘partido da guerra global’ ganha força.
Mas a guerra não é inevitável.
Está nas mãos dos povos afastar a catástrofe para onde o grande capital os conduz, erguendo-se para derrotar os senhores da guerra e da miséria».

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Relatório central ao Congresso Fundacional do novo partido político

Os Editores    06.Sep.17

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia–Exército Popular (FARC-EP), no Congresso Fundacional do novo partido político, realizado na Colômbia de 28 de agosto a 1 de setembro de 2017, deram origem ao partido político Força Alternativa Revolucionária do Comun (FARC).
Foi o culminar de um longo processo de 53 anos de luta armada, a que se seguiu um igualmente longo período de conversações que se iniciou em Havana a partir de fevereiro de 2012.
Odiario.info, mesmo depois de a UE e os governos dos países que a compõem, em obediência à pressão dos EUA terem deixado de reconhecer as FARC como uma força libertadora e aderido ao conceito de Washington que esta era uma organização terrorista, sempre se solidarizou com a guerrilha heroica criada em Maquetália, em 1964. Quando se anunciou o início das negociações de paz, odiario.info afirmou que ninguém podia condenar a heroica organização que, ao longo de mais de meio século tinha conduzido a luta armada libertadora na Colômbia, mas já então reconheceu que a linguagem já não era a mesma. E quando se perdem as palavras, as ideias já se terão ido antes…
Por isso, frases como «Além de sujeitos políticos para a transformação revolucionária do nosso país, somos homens e mulheres que requeremos passar para uma base económica que permita garantir o nosso sustento diário e responder às aspirações que temos de bem-estar e bom viver ao lado das nossas famílias», só o tempo esclarecerá o verdadeiro significado do que agora pretendem dizer.

Para um melhor esclarecimento dos nossos leitores acompanhamos o texto com o símbolo escolhido para o novo partido.

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Crise Estados Unidos - Coreia do Norte
Entrevista com Robert Charvin*

«Maltratar um povo (…) é provocar que no seu seio surja aquilo que poderia designar-se com «efeito cidadela». Assediados por todos os lados e por todos os meios, ameaçados de agressão militar, colocados em dificuldades económicas, desacreditados na opinião internacional pelos poderes mediáticos, esses povos não podem senão ter uma reacção defensiva feita de um patriotismo virulento, de uma feroz mobilização, de um monolitismo sem falhas. Toda a crítica, numa situação de beligerância crónica, não pode senão ser traição!»

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Com a desculpa que é preciso recuperar os rendimentos das classes desfavorecidas, a classe média, que é aquela que mais paga ao Estado, continua esmagada com impostos e esquecida pelo Governo

Os Editores    03.Sep.17

É por opção de classe que que é sobre os rendimentos médios que incide o maior esforço fiscal: o grande capital e o capital monopolista nem nem IRC paga em Portugal, mas na Holanda, no Luxemburgo, na Irlanda ou noutro qualquer país de regime mais favorável.

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Colômbia:
Do desarmamento à paz

La Jornada (Editorial)    01.Sep.17

O cessar fogo e o acordo já feito com as FARC criaram condições para uma paz com justiça social, democracia verdadeira e prosperidade, condições desde sempre defendidas de boa-fé por aquela organização revolucionária.
Mas se as FARC têm cumprido escrupulosamente a sua parte no acordo, o governo tem, no mínimo, mostrado demasiado desleixo as suas obrigações acordadas, nomteadamente no que à garantia da terra dos campesinos, à libertação dos presos e à integração dos guerrilheiros e apoiantes farquianos na sociedade.
O editorial do diário mexicano La Jornada que hoje reproduzimos reflete estas preocupações.

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