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O acordo comercial RCEP anuncia o alvorecer do Século Asiático

A assinatura do maior acordo mundial de livre comércio cria o equivalente asiático dos pactos da União Europeia e da América do Norte. No tabuleiro geopolítico mundial a balança económica pende de forma cada vez mais desfavorável aos EUA. A guerra comercial de Trump contra a China não só não isolou a grande potência económica asiática como não impediu a concretização deste acordo, que inclui países (como o Japão e a Austrália) que são fiéis aliados dos EUA.

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A Alemanha e a Revolução dos Cravos. Uma investigação sobre a Fundação Ebert

António Louçã    14.Nov.20

A ajuda e o incentivo internacional à contra-revolução em Portugal desempenhou um papel decisivo: as forças internas não teriam sido capazes de a levar a cabo. A RFA (seja com a democracia-cristã como com a social-democracia no poder) não deve ser ignorada, tanto pelo apoio que manteve ao Portugal fascista, como pela activa intervenção após o 25 de Abril. Intervenção que vai do ataque ao MFA à promoção do divisionismo sindical, do incentivo à ingerência estrangeira ao vultuoso financiamento de toda a acção contra-revolucionária. E que teve como interlocutores (e títeres) privilegiados o PS de Soares e o PSD de Sá Carneiro.

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Enquanto o apoio aos desempregados diminui e a pobreza e miséria alastram no país, as medidas tomadas pelo Governo devido à 2ª vaga do “Covid” causarão maior afundamento da economia e mais desemprego

Eugénio Rosa    11.Nov.20

O desemprego é a causa mais importante da pobreza no nosso país. Mesmo antes da pandemia, 47,5% dos desempregados estavam no limiar da pobreza. A maioria dos desempregados não recebe o subsídio de desemprego porque a lei os exclui. Os dados do INE iludem a opinião pública sobre a verdadeira dimensão do desemprego, e da miséria e pobreza que ele causa. Esconder a dimensão do problema é uma das formas de evitar tomar as medidas urgentes que ele implica.

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Canadianos apelam a que o departamento de justiça investigue recrutamento das Forças de Defesa de Israel em escolas de Toronto

Yves Engler    10.Nov.20

Uma informação insólita e chocante sobre como o sionismo internacional recruta em escolas estrangeiras para as forças armadas de Israel. O caso concreto diz respeito ao Canadá, mas provavelmente não será isolado. E merece igualmente registo o repugnante facto de nessas escolas se instilar uma mentalidade de ódio racista e a disponibilidade para matar em seu nome em crianças da mais tenra idade.

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Perguntas*

Anabela Fino    09.Nov.20

Confirmada a derrota de Trump, justificar-se-ão os festejos pela saída de cena (ao que parece, muito renitente) desta grotesca figura. Mas é manifestamente exagerado o foguetório sobre uma “vitória da democracia”. O que figura nos EUA tem muito pouco de sistema democrático. E isso não tem apenas a ver – como aconteceu com Trump – com alguém ser eleito tendo menos votos que o adversário directo. Tem a ver com as centenas de milhares de eleitores “inconvenientes” que são apagados dos cadernos eleitorais, com a engenharia da distorção dos círculos eleitorais, com um sistema em que é preciso ser multimilionário para ser candidato. Quem prospera em tal quadro não é a democracia, é a extrema-direita.

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A quinta esfera da guerra

Valentín Katasonov    07.Nov.20

Há muito que os EUA (e seus aliados, com destaque para a Grã-Bretanha) clamam contra os “ataques cibernéticos russos”. A verdade é que são os EUA quem conduz uma activa guerra cibernética, cujos principais alvos têm sido o Irão e a Rússia. O espantalho da «interferência russa» foi particularmente agitado a propósito das eleições presidenciais de 2016 nos EUA (e também a propósito do “Brexit”). Seja qual for o resultado das eleições presidenciais de agora, o que é de esperar é uma forte intensificação dos ciberataques EUA contra a Rússia.

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Decadência perigosa*

Jorge Cadima    06.Nov.20

Quando este artigo foi escrito ainda não era conhecido o resultado das eleições nos EUA. Todavia, qualquer que fosse o presidente eleito, quaisquer que fossem as maiorias no congresso e no senado, nada de novo haveria a esperar. Os eleitos são gente do mesmo sistema, e certamente não será detida a decadência da maior potência capitalista actual. Decadência que vem de longe, e cuja agressiva agudização configura graves ameaças para a humanidade.

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