Nota dos Editores

Vento de golpe na Venezuela

Os Editores    05.Abr.14    Editores

A leitura dos jornais da oposição venezuelana facilita a compreensão da gravidade da conspiração cujo objetivo é o derrubamento do governo daquele país.

Os dois grandes diários de Caracas - El Universal e El Nacional, porta-vozes de uma direita fascizante – dedicam páginas aos atos de violência que se sucedem há semanas numa cadência alarmante: destruição de estabelecimentos comerciais, assaltos a super mercados, concertos de panelas, choques com a polícia e o exército, assassínios, ruturas no abastecimento de produtos essenciais, manifestações de protesto contra o governo na capital e em muitas cidades.

Esses jornais, tal como a maioria dos canais de televisão, são controlados pela oposição. O panorama que apresentam da Venezuela é o de um país à beira do caos, privado de liberdades fundamentais por um governo despótico que se mantem no poder desencadeando uma repressão brutal. Essa é aliás a imagem que os grandes media dos EUA e da União Europeia difundem da Venezuela bolivariana.
Estamos perante uma gigantesca campanha de desinformação.

A crise venezuelana é real e agrava-se perigosamente.

Mas quem promove os confrontos com as forças de segurança é a oposição. Os incêndios, saques, destruições, assassínios são da responsabilidade de organizações de extrema-direita. Nos Estados de Zulia e Táchira, bandos de paramilitares vindos da Colômbia atravessam a fronteira-com a cumplicidade das autoridades locais – e colaboram com a oposição em ações terroristas. No estado de Miranda, governado por Capriles Radonski, ex-candidato à Presidência, o nível da violência não pára de aumentar.

A ex-deputada Corina Machado, cujo mandato de deputada foi cassado pelo Parlamento por ter representado o Panamá numa reunião da OEA, é glorificada como heroína pela oposição. O mesmo acontece com Leopoldo Lopez, líder do partido fascista Vontade Popular, atualmente na prisão, por ter dirigido os sangrentos motins de fevereiro.

Na atmosfera de tensão social e violência que caracteriza hoje o quotidiano venezuelano, agentes da CIA e da Mossad israelense, infiltrados na administração e na polícia, semeiam a desordem.

Dentro de dias em Encontro promovido em Caracas pelo Centro de Divulgação Economico para a Liberdade - uma Fundação ultraliberal – Mário Vargas Llosa, prémio Nobel de Literatura e sacerdote do anticomunismo, levará a sua solidariedade à oposição radical.
O perigo de uma nova tentativa golpista é real. Prova disso foi a prisão de três generais da Força Aérea, envolvidos numa conspiração contra o governo.

O presidente Maduro está consciente dessa ameaça.

O seu apelo à Casa Branca para que os EUA se abstenham de hostilizar a Revolução expressou bem o sentimento da maioria do povo venezuelano.

Mas Washington não o ouviu. Outra atitude não seria de esperar de Obama. O presidente dos EUA está empenhado na destruição da Revolução bolivariana.

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO

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